A visão do sulista:

A visão do paulista:

A visão do nordestino:

A visão do carioca:
Domingão do Faustão, quadro dos imitadores. Entra uma mulher imitando a Madonna:
Dona Isabel: nossa, a mulher é velha pra isso.
Seu Antonio vira a cabeça em direção a Dona Isabel.
(momento de silêncio)
Seu Antonio: mas a Madonna é velha.
---
Vocês precisavam ver/ouvir os diálogos dos meus pais. Eles interagem com o Faustão. Adoram ver a dança dos famosos. Minha mãe briga com os jurados. Eu poderia escrever um livro inteiro só com essas coisas.
=)

Uma madrugada de sábado para domingo.

Assisti hoje à reestréia de Gota D'água, no Teatro João Caetano, após sua temporada de sucesso no Teatro Glória. Não gostei tanto, não foi um espetáculo arrebatador. Aliás, achei regular.
O diretor fez dele um musical, e eu não entendo Gota D'água como um musical, mas como uma peça que possui música, música que amarra a trama e que funciona como coro mais que o coro de vizinhos, inclusive mais que CORina. O diretor se preocupou mais com a preparação musical e com as coreografias que com a dramaturgia em si.
Qd os atores cantavam, o nível do espetáculo subia absurdamente mas era só voltarem a interpretar que a peça parecia fruto de um processo inacabado. Os atores se movimentavam, na maioria das vezes, de forma não orgânica, algumas marcações eram superficiais e pareciam executadas apenas para encher a cena, como se enche lingüiça em prova para a qual não se estudou.
Do começo até a cena em que Joana jura se vingar de Jasão, o espetáculo se arrasta em um tom monótono e injustificável para as mais de três horas de espetáculo a que o público é submetido.
A iluminação desfilou tal qual a Beija-Flor, nada a reclamar, perfeição técnica, se é que vcs me entendem.
O cenário vazado mostrava os músicos, e estes tinham até fala e entravam em cena. Aliás, na cena em que Creonte avisa que vai abonar as dívidas dos moradores da vila, a carga dramática de alguns músicos era bem maior que a de alguns atores. Senti firmeza qd três músicos se abraçaram.
Além de permitir uma visão quase que constante dos músicos, o (bom uso do) cenário foi responsável por uma das cenas mais bonitas do espetáculo, na qual Jasão e Joana descem os degraus e o que foi pisado por eles se desfaz, em uma movimentação belíssima do coro de vizinhos. Outra cena em que o cenário foi o protagonista é no final do primeiro ato, na qual a parte do cenário, acima dos músicos é revelada e tem-se uma fotografia linda de Joana evocando seus santos.
Não houve intervenções relevantes do figurino, nem para o bem, nem para o mal. Apenas não entendi até agora o propósito de se colocar um vestido de boneca na noiva de Jasão; Era para demonstrar que a personagem era uma menininha? Gostei das echarpes feitas com calcinhas, original, no mínimo.
E juro que não é implicância mas tenho bronca de microfone de lapela (ou de testa, como está na moda). Os teatros atuais não são tão grandes como os de antigamente. Preparação vocal, para que te quero? Eu fumo, bebo gelado e saio sem cachecol porque minha praia é direção. Se fosse atriz, só comeria maçã-verde, tomaria chá de camomila e suaria horrores para o ar condicionado não sacanear minhas cordas vocais, além de ser um poço de antipatia, pois não gastaria minha voz cumprimentando ninguém. Com o microfone, não se pode brincar com os diversos níveis de som, de acordo com proximidade ou distanciamento de elenco. Quem está na parte alta do palco tem sua fala no mesmo volume de quem está na parte baixa. A voz dos atores se transforma em um desenho em preto-e-branco, unidimensional.
Assim como a iluminação, a interpretação dos atores foi um desfile técnico. A atriz principal, que interpretou Joana – personagem que mata a si e aos filhos para se vingar por Jasão tê-la abandonado por uma mulher mais jovem e rica – estava ora em um filme de faroeste, ora em uma animação da Disney. A voz que ela escolheu para os momentos de ira da personagem era idêntica à de Billy The Kid ao dizer “Prepare-se, você vai morrer”. Só faltou esporas e uma arma. Quando em desespero, ela gesticulava como a princesa Jasmine, cantando A whole new world no tapete mágico.
A peça não foi excelente mas teve momentos ótimos, como o flashback da visita de Jasão á casa de Joana, que, como disse anteriormente, foi um dos únicos momentos em que a peça teve alguma alteração de ritmo. A imagem da fumaça do charuto de Creonte envolvendo Jasão, na hora em que o então sambista passa a fazer parte dos negócios do sogro foi dignamente original. E a releitura das músicas na hora do casamento, cujo rejunte foi a “orquestração vocal” de Besame Mucho, deve ter arrancado um risinho fofo até do Chico Buarque.
Gota D’água choveu no molhado, mas o teatro contemporâneo possui uma fonte perpétua de novas idéias, não estamos em época de estiagem.


Essa eu tive que postar...
The sounds é uma banda sueca e a vocalista arrasa.



Atualmente existem vários estilos de mangás, alguns com traço mais realistas do que o famosos bonequinhos de olhos grandes. Esse (em p&b) é um personagem de um mangá medieval com traço mais realista. O mangá se chama Chonchu e é muito bom. O problema é que a edição brasileira alcançou a japonesa e o autor está 'bloqueado', então saem como 2 por ano agora.


a bagunça no quarto
