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domingo, 28 de fevereiro de 2010


Qual personagem coadjuvante do Sandman você é? Eu sou o Coríntio, eu como globos oculares. Eu morro de medo de mim...

Sério, tenho medo do Coríntio. Uma vez há uns 3 anos atrás eu estava no 485 indo pro Fundão. Eu ia dormitando e, quando o ônibus parou em Laranjeiras eu abri os olhos pra ver onde estávamos. Abri os olhos e dei de cara com o Coríntio. Meu sangue gelou. Mesmo. Sabe aquele pânico momentâneo, e de repente você não é mais humano, é um animal acuado que precisa fugir do perigo? Sabe? Foi o que aconteceu quando o Coríntio entrou no ônibus.

Em geral depois do pânico a gente volta a raciocinar e percebe que o que viu não era aquilo que achamos ver. Bom, não aconteceu isso. O Coríntio continuava lá. Peguei ônibus com ele várias outras vezes depois, eu sempre tentava ver os seus olhos pela frestinha dos óculos. Claro, o Coríntio é um personagem fictício, eu sei disso, então eu nunca saltei do ônibus nem nada, apenas seguia viagem sem dormir de novo. Vigiando o Coríntio, que descia antes de mim.

ps.: Aliás, o Coríntio não come olhos de mulheres, só de homens. Isso sempre me deu uma certa segurança...
pps.: A propósito, tenho também medo dos nazguls e do Pinhead do Hellraiser.
ppps.: Se me lembro bem, o Coríntio descia no CCS. Algum biólogo conhece ele? Ele era aquela versão que usa os óculos com a proteção lateral que impede que vejam seus olhos.

domingo, 8 de março de 2009

acordo ortográfico?




=)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Rebelde


=)

terça-feira, 23 de setembro de 2008


=)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Arte Contemporânea


=D

quarta-feira, 14 de maio de 2008


sexta-feira, 11 de abril de 2008

Liniers

Cartunista argentino, faz os desenhos mais fofos. Comprei por acaso um livro dele outro dia. Ele publica no jornal La Nación e põs as tiras online no site autoliniers. Tem um outro blog tbm, com outras coisas.





domingo, 6 de abril de 2008

Garfield sem Garfield


Vejam como ficam as tirinhas do Garfield sem o próprio Garfield. Achei a sacada ótima. Tudo a ver com o Jon.

"Who would have guessed that when you remove Garfield from the Garfield comic strips, the result is an even better comic about schizophrenia, bipolar disorder, and the empty desperation of modern life? Friends, meet Jon Arbuckle. Let’s laugh and learn with him on a journey deep into the tortured mind of an isolated young everyman as he fights a losing battle against loneliness in a quiet American suburb."

http://garfieldminusgarfield.tumblr.com/

quarta-feira, 12 de março de 2008

Então quadrinhos.

Sandman - A estória por trás desse clássico é que Neil Gaiman foi chamado para revitalizar um heróis de terceira categoria, o Sandman (sim, Sandman era um herói!). Como o herói era de fato de terceira, ele meio-que recebeu carta branca. E com isso ele criou todo o universo dos perpétuos e toda a saga (porque é uma saga) dos 74 volumes de Sandman. (Fora os extras e spin offs, ie, revistas sobre personagens secundários. Aliás, o spin off do Lúcifer é muito bom.) O universo de Sandman é um universo onde existem essa família dos 7 perpétuos (Sonho, Morte, Destruição, Destino, Desespero, Desejo e Delírio). Eles não são deuses, porque deuses nascem e morrem. Sonho não é o deus do sonho, sonho *é* o sonho. Desejo é desejo, Delírio é delírio e assim por diante. O interessante nessa revista é que, apesar de contar com estórias fechadas, a saga de Sandman conta *uma* estória. E, da mesma forma que nos livros de Harry Potter, cada detalhe conta e vai ser super importante em algum ponto do futuro.
Neil Gaiman depois enveedou pela literatura, apesar de ainda continuar no campo do realismo fantástico (na minha opinião). Seu livro mais famoso é Deuses Americanos e é um livro foda. O livro conta a estória de deuses imigrantes. Cada povo que foi para os EUA, cada imigrante, carregava consigo sua crença, seus deuses. Esses deuses acabaram abandonados por seus seguidores, mas alguns continuam vivos. Esses deuses são os personagens do livro. Também o livro Caçadores de sonhos é ótimo (mas esse aqui é ilustrado e o desenho é lindo, no estilo japonês tradicional), Neil Gaiman reconta uma estória tradicional japonesa de uma raposa que se apaixona por um monge budista.





Watchmen - Nesse mundo existiam heróis, Watchmen é o nome de um grupo de heróis. Note que eu não disse super-heróis. Esses heróis eram pessoas comuns, apenas com grande habilidade/força, que se fantasiavam e combatiam o crime. A era dos heróis acabou quando surgiu um super-herói, ironicamente chamado de John. O ponto de partida aqui é esse. As conseqüências da existênca desse um super-herói nos EUA são muitas. Ainda mais se levarmos em conta que a trama se passa nos anos 80, época da guerra fria. Por exemplo, as relações entre Rússia-EUA são totalmente abaladas pelo surgimento de John. Mas além disso existe uma trama aqui, o ponto de partida da estória é o assassinato de um ex-herói. Rorschach, um herói que insiste em continuar na ativa, resolve investigar esse assassinato, esse é o ponto de partida. Essa estória é pequena (4 ou 5 volumes no último relançamento, pela Via Lettera) e tem uma das melhores, e mais surpreendentes tramas que eu já vi.

Dylan Dog e outros quadrinhos italianos - Eu gosto de quadrinho italianos. Talvez porque eu goste da Itália (aliás, estou na Itália, volto dia 30). Dylan dog é um detetive particular especializado em 'casos estranhos' em que sempre há um elemento subrenatural. Seu assistente é o Groucho Marx. Uma das melhores mortes que já vi numa revista em quadrinhos acontece numa revista de Dylan Dog. A estória começa com um homem dormindo com a janela aberta e pela janela vê-se que está amanhecendo. Então vários pássaros entram no quarto pela janela, sobrevoam o homem por um tempo e entram pela sua boca, um de cada vez. Depois de algum tempo os pássaros saem pela boca do homem carregado seus órgãos internos, intestinos, fígado. Voam um pouco pelo quarto ainda segurando os órgãos do homem nos bicos, então jogam tudo no chão e voam janela afora. Isso se passa em cerca de 3 páginas, as primeiras 3 páginas da revista, sem nenhum diálogo, nenhum texto. Só as imagens.
Outras revistas italianas famosas são Martin Mistery, Nathan Never, Tex Willer, Dabolik e Zagor. Alguns podem ser comprados no Brasil (em português, claro).

Mangás - Eu amo mangás. Eu amo o fato de que japoneses usam esse formato pra contar qualquer tipo de estória. Existem mangás sobre Baseball, modelos, corridas de carro, temas medievais europeus, temas medievais japoneses, mangás com ou sem elementos sobrenaturais, mangás pornô, mangás para meninas (shoujo), para meninos (shounen), para adultos e para crianças. Eu gosto dos temas medievais (claro) e sobrenaturais (óbvio). Alguns dos meus mangas preferidos são da CLAMP. CLAMP é um grupo de 4 mulheres que fazem mangá shoujo com tema sobrenaturais. Os mais famosos são X e Sakura Card Capture. (A foto ao lado é de Sakura.) CLAMP tem 2 coisas interessantes: uma é usar os memso personagens em estórias diferentes, como se estivessem em 'mundos' diferentes. Outra é a crença de que toda forma de amor vale a pena e elas se esforçm e mostrar, em cada revista, várias diferentes fomas de amar. Amor entre homem e mulher, entre dois homens, duas mulheres, adultos e crianças, pais e filhos, amigos, inimigos que são como amigos, pessoas e animais de estimação, etc. (Amor, não necessariamente sexo.) Mesmo em Sakura isso aparece bem, mas acho que vcs não conhecem Sakura.

Atualmente existem vários estilos de mangás, alguns com traço mais realistas do que o famosos bonequinhos de olhos grandes. Esse (em p&b) é um personagem de um mangá medieval com traço mais realista. O mangá se chama Chonchu e é muito bom. O problema é que a edição brasileira alcançou a japonesa e o autor está 'bloqueado', então saem como 2 por ano agora.

Quadrinhos no Brasil - não conheço muitos. Na verdade acho que existem bem poucas séries de quadrinhos. Existe até uma certa quantidade de revistas cult *com* quadrinhos, mas séries mesmo, quase que só as conhecidas infantis. Das séries brasileiras que conheço, a minha preferida é Holy Avenger. O traço é realmente muito bonito e a estória é boa e bem construída. É uma hq que se passa num mundo medieval (chamado Arton). Esse mundo (criado por eles para jogos de rpg) tem uma mitologia/geografia bem construídas. O que eu quero dizer é que tem profundidade. Essa 'profundidade' é algo que se nota em poucas revistas. Sandman é uma delas. Holy Avenger é outra. A saga é começa com uma garota (uma druida que mora em uma ilha afastada) que descobre o corpo (quase) morto do Paladino (um herói com poderes de semi-deus). Ela então resolve tentar trazer o Paladino de volta à vida e para isso procura ajuda numa cidade.

Taí minha dissertação. Eu podia falar mais, mas acho que já chega, né? Tá bom. Eu tô comprando Sandman em capa dura (nem achei tão acro, Juli. 60 paus por um livro desses?) e tenho Watchmen completo, que comprei numa primavera do livro com desconto. Tenho vááárias séries de mangá completo e alguns números de Dylan Dog (em italiano e em português). Tenho outras coisas tbm, mas por hoje tá bom. Eu empresto até, mas tenho um ciúme absurdo dos meus livros então tem que jurar de pé e mão junto que devolve.