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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"sentimento de não-pertinência ao mundo cotidiano"


Laura Brown está tentando se perder. Não, não é bem assim - está tentando se manter, entrando num mundo paralelo.

(...)

Ela escova os dentes, escova os cabelos e começa a descer. Pára vários degraus acima do fim da escada, escutando, esperando; está de novo possuída (parece estar piorando) por uma sensação meio onírica, como se estivesse nos bastidores, próxima da hora de entrar em cena e atuar numa peça para a qual não está adequadamente vestida e para a qual não ensaiou como devia. O quê, pergunta-se, estaria errado com ela. É seu marido que está na cozinha; e seu filhinho. Tudo que homem e menino exigem dela é sua presença e, claro, seu amor. Ela vence o desejo de voltar em silêncio lá para cima, para sua cama e seu livro. Vence a irritação que lhe causa o som da voz do marido dizendo alguma coisa a Richie sobre guardanapos (por que será que a voz dele a faz pensar às vezes numa batata sendo ralada?). Ela desce os três últimos degraus, atravessa um hall estreito e entra na cozinha.

(Michael Cunningham - As Horas)

sábado, 15 de novembro de 2008


quinta-feira, 11 de setembro de 2008


O exercício criador deve levar o artista, com o recurso de seu trabalho, à obtenção de resultados, por vezes imprevistos. A descoberta essencial exige uma descida ao caos. E o que se apresenta como algo instigante na busca desses resultados nos processos de produção, é a possibilidade infinita, juntamente com a amplidão das propostas, de experimentação de caminhos, onde seguem paralelamente técnica e conceito.

(Alexandre Ferreira)

sábado, 19 de abril de 2008

só a imagem


terça-feira, 15 de abril de 2008

Erótica


Pensei em escrever um monte de coisa, mas depois desisti e apaguei tudo. Essa imagem fala... melhor não escrever nada.

Só queria deixar registrado que essa foto foi a coisa MAIS LINDA que Juli já me mostrou. Ela emociona e excita ao mesmo tempo. E foi tirada desse site aqui.

Vou adorar ler as opiniões de vcs sobre...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Codex seraphinianus

Pessoas cultas e inteligentes, vocês conhecem isso?



Tem um artigo sobre ele aqui ó: http://www.believermag.com/issues/200705/?read=article_taylor
Se alguém quiser, eu posso passar as páginas todas depois. Tenho um arquivão em pdf e também as páginas separadas em png.

quinta-feira, 6 de março de 2008


Nessa madrugada fiquei pensando por que sou exagerada. Tenho um exagero na intensidade dos meus sentimentos que às vezes passa um pouco dos limites, se é que eu posso falar isso, pois a palavra 'exagero' já significa um ultrapassar dos limites. Bom. Enfim... voltando ao assunto, isso é extrapolado para todas as esferas da vida, mesmo as mais simples, e tudo vira um peso (além de ficar chato). Talvez por conta de ter nascido sob o signo de escorpião. Talvez também por conta do meu lado artístico-agustiado. Todo artista é um exagerado por natureza e é justamente isso que se traduz em arte.

Só tenho que canalizar tudo em direção ao trabalho.

=)


a bagunça no quarto

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Uma imagem


=)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Cenas

Tenho a impressão de que cenas estão a minha espera em todos os lugares, prontas para serem captadas e sentidas.
E então, o mundo pára por alguns instantes. Movimentos, sons, pessoas, tempo: tudo se congela.

É isso!

=)



sábado, 10 de novembro de 2007

Simples (ou não)


Dizem que tenho muitas linhas. E que elas seguem diversas direções, muitas vezes contraditórias. Confusa? Não acho. Apenas agitada e com, talvez, uma exagerada vontade de viver tudo.

Dizem que por isso não sei o que quero. Não acho. Sei muito bem o que quero e o que não quero. E que eu não foco, que sou distraída, que me perco. Pergunto: isso é necessariamente ruim? Respondo: não.

Também dizem que não me entendem. Que eu falo uma coisa e meu corpo diz outra. Pode ser. São meus problemas de expressão. Necessito apenas de uma sintonia fina.

Não é preciso me entender.

Uma dica? É só me ver.