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quarta-feira, 19 de maio de 2010

sábado, 12 de setembro de 2009

Aproveitando a insônia...


para divulgar a exposição que começa dia 14/09 na UERJ - Centro Cultural. eu tô lá! =)

sábado, 11 de julho de 2009

Interpretando

Um resumo: Sophie Calle é uma artista/escritora (não necessariamente nessa ordem) francesa, cujo trabalho de maior repercussão fez parte da Bienal de Veneza de 2007 (e que agora está em São Paulo). O trabalho consiste na interpretação (feita por 104 mulheres, duas marionetes e uma “papagaia”) de uma carta de rompimento de namoro que ela recebeu.

Recebi uma carta de rompimento.
E não soube respondê-la.

Era como se ela não me fosse destinada.
Ela terminava com as seguintes palavras: “Cuide de Você”.

Levei essa recomendação ao pé da letra.

Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão, para interpretar a carta.

Analisá-la, comentá-la, dançá-la, cantá-la. Esgotá-la. Entendê-la em meu lugar. Responder por mim.

Era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.

Uma maneira de cuidar de mim.

Sophie Calle

(
http://www.sophiecalle.com.br)

Na verdade o motivo do post vem agora. Uma das interpretações da carta:

ESTUDANTE

Ambre

Ambre, idade: 9 anos e meio

Eu a li e prestei bastante atenção nas palavras. Um homem está falando com uma mulher sobre os sentimentos dele.

Ele escreve para dizer que quer se separar dela. É bom, mas é complicado.

Tem umas palavras difíceis: irremediável e farsa. Eu acho que ele a ama.

Ele diz que a amará para sempre.

Se ele a ama, eu não se [sic] por que ele está deixando ela. Fala de divórcio.

Ele diz que está vendo suas outras amigas de novo.

Ele diz que gostava [sic] que as coiisas [sic] tivessem tomando [sic] um rumo diferente. Isso quer dizer que as coisas não vão terminar bem. É triste.


Picasso costumava dizer que levou a vida toda para saber pintar como as crianças; ele queria essa evolução.

Adoro a simplicidade e a liberdade delas.

Pessoas adultas complicamos as coisas, né?

=)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Conhecem?




Xul Solar. Fui no museu desse cara em Buenos Aires, muito bacana.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Artaud e Van Gogh

Campos de Trigo com Corvos (1890)

Esses corvos pintados dois dias antes de sua morte não lhe abriram, mais que suas outras telas, a porta de uma certa glória póstuma, mas abrem à pintura pintada, ou melhor, à natureza não-pintada, a porta oculta de um além possível, de uma realidade permanente possível através da porta aberta por Van Gogh de um enigmático e sinistro além.

Não é comum ver um homem, com o tiro que o matou no ventre, cobrir uma tela de corvos negros, tendo abaixo uma espécie de planície lívida talvez, vazia, de qualquer forma, onde a cor de borra de vinho da terra se confronta violentamente com o amarelo sujo do trigo.

Mas nenhum outro pintor, a não ser Van Gogh, saberia encontrar, para pintar seus corvos, esse negro de trufas, esse negro de “ricofestim” e, ao mesmo tempo, como que excremencial das asas dos corvos surpreendidos pelo clarão descendente do crepúsculo.

E, embaixo, de que se queixa a terra sob as asas dos corvos faustos, faustos apenas para Van Gogh, sem dúvida e, por outro lado, faustoso augúrio de um mal que já não o atingira?

Pois ninguém, até então, havia como ele transformado a terra nessa roupa suja retorcida de vinho e empapada de sangue.

O céu do quadro é muito baixo, esmagado, violáceo como as margens de um raio.

A tenebrosa franja insólita do vazio se elevando após o relâmpago.

Van Gogh soltou seus corvos como os micróbios negros de seu baço de suicida, a poucos centímetros do alto e como se viessem por baixo da tela, seguindo a negra cicatriz da linha onde o adejar de sua rica plumagem faz pesar, sobre o turbilhão de tempestade terrestre, as ameaças de uma sufocação vinda do alto.

E apesar disso, todo quadro é rico.

Rico, suntuoso e calmo, o quadro.

Digno acompanhamento para a morte daquele que, em vida, fez girar tantos sóis ébrios sobre tantos montões de feno rebeldes e que, desesperado, um tiro no ventre, não soube deixar de inundar de sangue e de vinho uma paisagem, molhar a terra com uma última emulsão, ao mesmo tempo alegre e tenebrosa, com gosto de vinho azedo e vinagre talhado.

É por isso que o tom da última tela pintada por Van Gogh, ele que, por outro lado, nunca ultrapassou a pintura, consegue evocar o timbre abrupto e bárbaro do drama elizabetano mais patético, passional e apaixonado.

É isto que me toca mais em Van Gogh, o maior pintor de todos os pintores, e que, sem ir além do que se fala, e que é a pintura, sem sair do tubo, do pincel, do en-quadramento do tema e da tela para recorrer à anedota, à narrativa, ao drama, à ação de imagens, à beleza intrínseca do assunto ou do objeto, conseguiu apaixonar a natureza e os objetos de tal forma que qualquer conto fabuloso de Edgar Poe, Herman Melville, Nathnaël Hawthorne, Gérard de Nerval, Achim d’Arnim ou Hoffmann não supera, no plano psicológico e dramático, suas telas de quatro cêntimos, quase todas as suas telas, aliás, e como que de propósito, de medíocre dimensão.

(trecho de Van Gogh. O Suicidado da Sociedade, de Antonin Artaud)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sebastian's Voodoo

Adoro animações. Estava a pensar aqui no motivo de gostar tanto assim. Talvez pelo fato de não ser real (de carne e osso), passe mais sensações, já que conseguimos abstrair. Enfim... apenas pensamentos soltos.

Aqui vai um lindo vídeo de animação:



Mais em: http://www.pixelnitrate.com

=)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estamos juntos misturados


Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeey!!

O Núcleo de Arte e Tecnologia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (NAT-EAV) completa 10 anos! E para comemorar a data, exposição-evento com participação de alunos, ex-alunos e artistas convidados.

Dia 02/12, 19:00, no Parque Lage.

Nem sei muito o que falar. Tenho um carinho grande pelo Parque e pelo NAT em especial. É um misto de orgulho, prazer, realização e felicidade. Tô que nem criança!

Estarei com algumas das minhas imagens lá na mistura! Ficarei MUITO feliz (mais do que já estou) com a presença de vocês. Apareçam!

=D

ps: até lá encherei mais o saco de vocês!

domingo, 23 de novembro de 2008

A Dupla Distância (trecho)

E, primeiramente, que nome lhe dar? Pensemos nesta palavra, empregada com freqüência, raramente explicitada, cujo espinhoso e polimorfo valor de uso Walter Benjamin nos legou: a aura. “Uma trama singular de espaço e de tempo”, ou seja, propriamente falando, um espaçamento tramado – e mesmo trabalhado, poderíamos dizer, tramado em todos os sentidos do termo, como um sutil tecido ou então como um acontecimento único, estranho, que nos cercaria, nos pegaria, nos prenderia em sua rede. E acabaria por dar origem, nessa “coisa trabalhada” ou nesse ataque da visibilidade, a algo como uma metamorfose visual específica que emerge desse tecido mesmo, desse casulo – outro sentido da palavra Gespinst – de espaço e de tempo. A aura seria portanto como um espaçamento tramado do olhante e do olhado, do olhante pelo olhado. Um paradigma visual que Benjamin apresentava antes de tudo como um poder da distância: “Única aparição de uma coisa longínqua, por mais próxima que possa estar”.

O que nos diz esta fórmula célebre, senão que a distância aparece, no acontecimento da aura, como uma distância já desdobrada? Se a lonjura nos aparece, essa aparição não é já um modo de aproximar-se ao dar-se à nossa vista? Mas esse dom de visibilidade, Benjamin insiste, permanecerá sob a autoridade da lonjura, que só se mostra aí para se mostrar distante, ainda e sempre, por mais próxima que seja sua aparição. Próximo e distante ao mesmo tempo, mas distante em sua proximidade mesma: o objeto aurático supõe assim uma forma de varredura ou de ir e vir incessante, uma forma de heurística na qual as distâncias – as distâncias contraditórias – se experimentariam uma às outras, dialeticamente. O próprio objeto tornando-se, nessa operação, o índice de uma perda que ele sustenta, que ele opera visualmente: apresentando-se, aproximando-se, mas produzindo essa aproximação como o momento experimentado “único” e totalmente “estranho” de um soberano distanciamento, de uma soberana estranheza ou de uma extravagância. Uma obra da ausência que vai e vem, sob nossos olhos e fora de nossa visão, uma obra anadiômena da ausência.

Sob nossos olhos, fora de nossa visão: algo aqui nos fala tanto do assédio como do que nos acudiria de longe, nos concerniria, nos olharia e nos escaparia ao mesmo tempo. É a partir de tal paradoxo que devemos certamente compreender o segundo aspecto da aura, que é o de um poder do olhar atribuído ao próprio olhado pelo olhante: “isto me olha”. Tocamos aqui o caráter evidentemente fantasmático dessa experiência, mas, antes de buscar avaliar seu teor simplesmente ilusório ou, ao contrário, seu eventual teor de verdade, retenhamos a fórmula pela qual Benjamin explicava essa experiência: “Sentir a aura de uma coisa é conferir-lhe o poder de levantar os olhos” – e ele acrescentava em seguida: “Esta é uma das fontes mesmas da poesia.” Compreender-se-á aos poucos que, para Benjamin, a aura não poderia se reduzir a uma pura e simples fenomenologia da fascinação alienada que tende para a alucinação. É antes de um olhar trabalhado pelo tempo que se trataria aqui, um olhar que deixaria à aparição o tempo de se desdobrar como pensamento, ou seja, que deixaria ao espaço o tempo de se retramar de outro modo, de se reconverter em tempo.

(Georges Didi-Huberman – ‘O que vemos, o que nos olha’)

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Permito-me apenas jogar aqui algumas palavras que, na minha modesta opinião, são fundamentais para o entendimento (leia-se não-entendimento) da arte nos dias de hoje, a tal arte contemporânea: tempo, distância, ausências.

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Aproveito para indicar um dia cultural. Vejam as exposições do Paço, CCBB e Centro Cultural dos Correios. Além de ter muita arte, de vários estilos, é um agradabilíssimo passeio e é grátis!
A exposição do corpo humano também está interessante! Eu não estava muito animada pra ver, mas fui e me empolguei lá dentro! Além disso, gostei muito do Museu Histórico Nacional, que eu não conhecia... foi uma grata surpresa.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Passo do Elefantinho


A Mostra O PASSO DO ELEFANTINHO é um evento organizado por estudantes do Instituto de Artes da UERJ. Serão 31 trabalhos abrangendo diversas mídias como vídeo, pintura, desenho, gravura, escultura, performance, instalação, fotografia e teatro.

Também haverá mesas com artistas convidados que vão falar sobre as questões da arte a partir de suas produções:

· Anna Bella Geiger e Cristina Ribas (05/11/2008 - 10:00-12:00)
· Ilva Niño e Nanci de Freitas (05/11/2008 - 18:00-20:00)
· Mariana Manhães e Antonio Bokel (06/11/2008 - 10:00-12:00)
· Christian Caselli e Eloisa Brantes (06/11/2008 - 18:00-20:00)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Do Desejo


Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

(Hilda Hilst)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008


O exercício criador deve levar o artista, com o recurso de seu trabalho, à obtenção de resultados, por vezes imprevistos. A descoberta essencial exige uma descida ao caos. E o que se apresenta como algo instigante na busca desses resultados nos processos de produção, é a possibilidade infinita, juntamente com a amplidão das propostas, de experimentação de caminhos, onde seguem paralelamente técnica e conceito.

(Alexandre Ferreira)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

uma foto


Ibirapuera num lindo sábado de muito frio e garoa.

Pela primeira vez peguei um dia típico de São Paulo em São Paulo.

=)

ps: foto original

segunda-feira, 21 de julho de 2008

uma imagem


ps: fiquei com vontade de colocar umas palavras também, que caberiam perfeitamente aqui, mas... enfim... não.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Arte Contemporânea


=D

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tudo que nos cerca se torna parte de nós, se nos infiltra na sensação da carne e da vida,e, baba da grande Aranha, nos liga subtilmente ao que está perto, enleando-nos num leito de morte lenta, onde baloiçamos ao vento.

Tudo é nós, e nós somos tudo; mas de que serve isto, se tudo é nada? Um raio de sol, uma nuvem que a sombra súbita diz que passa, uma brisa que se ergue, o silêncio que se segue quando ela cessa, um rosto ou outro, algumas vozes, o riso casual entre elas que falam e depois a noite onde emergem sem sentido os hieróglifos quebrados das estrelas.

(Bernardo Soares - O Livro do Desassossego)

sábado, 17 de maio de 2008


waiting is the hardest thing... I tell myself that if I believe in you... in my dream of you...with all my heart and my soul... that by sheer force of will... I'll raise you from the ground... and without a sound you'll appear... and surrender to me...

to love.

(trecho de Rain - Madonna)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Espetacular

Apresentação de Carlla Sillveira:

Maravilhosa, sensacional, divina, super, bela, WOW, U-HU! E além disso tudo, é bem-humorada!



Mais em: http://carllasillveira.multiply.com/video

=)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cor em Pedaços




=)

sábado, 19 de abril de 2008

só a imagem


sexta-feira, 4 de abril de 2008

só para perguntar II


Daqui a alguns bons anos, por quantos milhões de dólares vocês vão comprar isto?

=P