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domingo, 24 de maio de 2009

continuando no tema...

A - Não ouso querer não o ouvir... Mas tenho medo...

2º - O nosso amor é parecido com o sonho porque não é senão a superfície do amor: O meu amor é impossível como realidade, possível só com amor. Cada um de nós, no nosso amor, não ama senão a si, no amor; sonha em voz alta e é ouvida. Sonha com o corpo, com os beijos, com os braços.

1º - Dir-lhe-ei que o não amo. Que melhor amante que tu? És mulher como eu e amando-te é a mim que me posso amar.

2º - Realizar o amor é desiludir-se. Quanto não é desiludir-se é acostumar-se. Acostumar-se é morrer. Por mim só amei na minha vida, e amo, a um estrangeiro de quem não vi mais do que o perfil, a um cair de tarde, quando estávamos numa multidão.

1º - Mas ele sabe que o amas? Se ele não sabe que tu o amas de que serve amá-lo?

2º O meu amor é o meu e está em mim e não nele. Que tem ele comigo senão que o amo? Se eu o conhecesse a nossa primeira palavra seria a nossa primeira desilusão... Valerá a pena amar o que podemos ter? Amar é querer e não ter. Amar é não ter. O que temos, temos, não amamos.

A - Se, apesar de tudo, nós nos amássemos!

B - Não, agora já não pode ser. Descobrimos num momento o que os felizes atravessaram a vida sem descobrir, e os mais infelizes levam muito tempo a achar. Descobrimos que somos dois e que por isso não nos podemos amar, Descobrimos que não se pode amar mas só supor que se ama.

A - Ah mas eu amo-te tanto, tanto! Tu se dizes isso é porque não imaginas quanto eu te amo.

B - Não, é porque eu sei quanto tu me não podes amar... Escuta-me. O nosso erro foi pensar no amor. Devíamos ter pensado apenas um no outro. Assim, descobrimo-nos, despimo-nos da ilusão para vermos bem como éramos e vimos que éramos apenas como a ilusão nos fizera. No fundo não somos nada senão Dois. No fundo somos uma epopeia eterna - o Homem e a Mulher...

A - Oh, meu amor, não pensemos mais, não pensemos mais. Amemos sem pensar. Maldito seja o pensamento! Se não pensássemos seríamos sempre felizes... Que tem quem ama com o saber que ama, com pensar amor, com o que é o amor?

B - Não podemos deixar de querer compreender. Quanto mais penso em tudo, mais tudo se me resolve em oposições, em divisões, em conflitos! Mataste de todo a minha felicidade! Agora mesmo que eu quisesse sonhar, nem isso podia fazer. O mundo é absurdo como um quarto sem porta nenhuma... Que alegria se não pensássemos, e que horror o havermos pensado!

A - Agora podemos sonhar... Vem. E não penses mais, não olhes mais para o amor.

B - Não... Agora é impossível. Podemos não pensar, mas não esquecer que pensámos... Sejamos fortes e separemo-nos agora para sempre. Oxalá nos possamos esquecer e esquecer que sonhámos o amor e vimos que ele era uma estátua vã... Olha, tolda-se o céu... Levanta-se o vento. Vai chover...

A - Já não ouso dizer-te que te amo, mas amar-te-ei sempre. Tu não me devias ter amado... Tu...

B - Nada devia ser comigo é... Fomos infelizes, mais nada. A curva desta estrada foi tal que dela vimos o amor e não pudemos amar mais.

A - Tu não me amaste nunca. Se tu me tivesses amado, tu não podias dizer isso. Se tu me tivesses amado tu não pensavas no amor, pensavas em mim. Sim, agora está tudo acabado, mas porque entre nós nunca houve senão o meu amor. Amaste-me talvez porque pensaste que eu te amava ou que te devia amar. Não sei porque me amaste, mas não foi por me teres amor... Porque me olhas assim tão diferente e alheado?

B - Porque reparo agora em quão pouco sabemos do que somos, do que pensamos, do que nos levas. Subiu-me agora à compreensão o que tudo isto é de complexo e absurdo. Não nos podemos compreender. Entre alma e alma há um abismo enorme. O que nós descobrimos afinal foi isso: eu vejo-o e tu não o queres ver. Mas eu descobri mais, ao reparar que não sei o que devo fazer - é que entre nós e mim próprio se abre um abismo também. Andamos como sonâmbulos numa terra de abismo.

A - Adeus, sê feliz e esquece-me. Não te demores que chove mais. Na curva da estrada há uma árvore grande onde te abrigares. Vai depressa, vai depressa. Chove mais.

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Trecho de 'Diálogo no jardim do palácio', um dos textos da peça Pessoas. Hoje foi o último dia no SESC e a partir do dia 05/06 estará no Sérgio Porto.

Vale a pena, mas aviso: são 4 textos acontecendo ao mesmo tempo, com 4 atores que se revezam fazendo os textos. Podemos acompanhar um texto de cada vez e ir mudando a cada ciclo ou ver o mesmo texto com atores diferentes (as interpretações mudam) ou ver tudo ao mesmo tempo \o/. É meio enlouquecedor.

=)

domingo, 3 de agosto de 2008

Ame


(trailer de Piaf)

Me arrepio toda vez que vejo esse filme, não só devido à atuação sensacional de Marion Cotillard, mas também pela história, ótima direção (e outros quesitos técnicos) e, claro, pelas músicas. Fiquei emocionada no cinema e continuo ficando ao ver em DVD.

Mas, na verdade, escrevo este post por causa de um diálogo que ocorre no filme:

Entrevistadora (E): se fosse dar um conselho a uma mulher, qual seria?

Piaf (P): ame.

E: a uma jovem?

P: ame.

E: a uma criança?

P: ame.

=)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

uma imagem


ps: fiquei com vontade de colocar umas palavras também, que caberiam perfeitamente aqui, mas... enfim... não.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pelo direito

Aproveitando o momento, aqui está um comercial que achei MUITO legal, que vem lá da terrinha. Lembrei dele depois do post da Juliana.



=)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

canções



Essa é uma cena do filme francês Canções de Amor (Les Chansons D'Amour) que fala sobre.... hã... amor; sobre todas as formas de amor, não importando se está fora dos padrões.

(nesse momento queria escrever uma frase que a atriz do filme, Clothilde Hesme, disse no Panorama Francês... mas não achei aqui pela net... mas é sobre a felicidade)

Queria escrever mais, mas não consigo achar as palavras.

Enfim...

É isso... aqui embaixo vão as letras (traduzida e original).


Eu Amo Só Você
Pequeno cafajeste, seu jogo é claro
você quer tudo, sem rancor
a manteiga, a cobertura
dois pelo preço de um
pequena garota, você é tão vulgar
que é feio o que sai da sua boca
esta sua inveja não me atinge
vejo como você se deita

Eu sou a ponte sobre o rio
que vai de você a você
me atravessem, é um bom negócio
Beijem-se sobre mim hmmm hmm

Eu amo só você...eu amo só você

Pequeno canalha, pequeno perverso
onde você enfiou seus dedos?
de onde vem estes odores estranhos?
certamente não de mim
Pequena garota, vá se tratar
você não é menos selvagem
não você não é menos adúltera
vejo como ela te toca

Eu sou a ponte sobre o rio
quem vai de você a você
passar-me por cima, é um bom negócio
atravessem por mim porque sim hm hm hm

Eu amo só você...Eu amo só você

Pequeno canalha o que você prefere?
Quem vai ser a sua escolha?
Os bons e velhos tempos, o novo ar
É ela ou eu
Pequena garota o que eu prefiro
você sabe melhor que eu
eu prefiro que você seja ligeira
do que esta guerra de Tróia

Eu sou a ponte sobre o rio
as suas guerras eu já larguei de mão
Desistam de mim, que o que eu ia fazer
não tem mais jeito la la la

Eu amo só você la la la...Eu amo só você la la la la

Je N'aime Que Toi
Petit salaud, ton jeu est clair
tu veux tout sans rancune
le beurre, le cul de la crêmière
deux pour le prix d'une
petite garce que tu es vulgaire
que c'est laid dans ta bouche
que cette jalousie m'indiffère
vois comme tu te couches

Je suis le pont sur la rivière
qui va de toi à toi
traversez-moi, la belle affaire
Embrassez-vous sur moi hmmm hmm

Je n'aime que toi hmm...Je n'aime que toi

Petit salaud, petit pervers
où as-tu mis les doigts ?
d'où viennent ces odeurs étrangères
surement pas de moi
Petite garce va donc te faire
tu n'es pas moins farouche
non tu n'es pas moins adultère
vois comme elle te touche

Je suis le pont sur la rivière
qui va de toi à toi
me passer dessus, la bonne affaire
m'enjamber pourquoi pas hm hm hm

Je n'aime que toi, toi toi, toi toi...Je n'aime que toi

Petit salaud qui tu préfères?
qui tu veux fais ton choix ?
Le bon vieux temps, la nouvelle air
C'est elle ou moi
Petite garce qui je préfères
Tu le sais mieux que moi
Je préfères que tu sois légère
à la guerre à Troie

Je suis le pont sur la rivière
Vos guerres me laissent de bois
Piétinez-moi, que puis-je y faire
Je ne bouge pas de là, la la, la la
Je n'aime que toi ,la lala lala... Je n'aime que toi, la lala lala... Je n'aime que toi, la lala lala

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

good thing

Juli me fez lembrar da sumida Sheryl Crow. Fiquei com vontade de ouvir. Depois de séculos na poeira, peguei meus cds.

E no meio de várias músicas, o refrão de uma delas ficou ecoando na minha cabeça.

"love is a good thing... love is a good, love is a good, love is a good thing"

Vamos combinar uma coisa?

Amar não é sofrer.

Ok?

É isso!

=)