domingo, 25 de outubro de 2009

Trilha sonora de outubro

Fernanda falou sobre Gogol Bordello no ALOT em 29/11/07. Agora, 2 anos depois, estou envolvida pela mesma banda. Eles têm me agradado muitíssimo! :)


E, além deles, como estou numa fase ásia-leste europeu (ou, menos glamorosamente, numa fase "trilha do filme "Everything is illuminated"), achei outras coisas que as pessoas conhecem há anos e que eu só ouvi com "o coração" agora:

1 - Balkan Beat Box
(Mesmo da trilha de setembro)


2 - Leningrad

Personagem redondo se debatendo numa metáfora luliana

Meio do oceano, razoavelmente perto da costa do seu país de origem. Você está perdido, não sabe onde está e talvez ninguém soubesse dizer também. Talvez o lugar em que você está sejá a fronteira, mas são quilômetros de fronteira. Você ainda vai estar muito perdido até chegar a algum lugar que tenho um nome diferente de "fronteira". Mas tem ideia de que está perto de X, distante de Y... Já ajuda a sentir que as coisas ainda existem. Que ainda vale a pena lutar pela vida, que o mundo ainda é aquele que você conheceu antes de cair na fronteira. Há um mundo com regras, vc o conhece, só não está mais nele. Mas, caso consiga e deseje, pode tentar voltar a nado. Gastar suas limitadas energias para voltar ao que você jura que conhece, que imagina ser seu lar.

Há a possibilidade de o lar ser o meio do oceano. Quando vc percebe que é sempre para lá que você volta, acho mesmo que há possibilidade de vc ser de lá. E lá você tem que conhecer o entorno para poder lutar por sua sobrevivência: o que é útil, o que é perigoso, o que pode ser transformado em ferramenta. Sua sobrevivência. Depois de estabelecer um lar no meio do oceano, é possível ajudar outros a não morrerem, mas seu cotidiano é errar e perder. É todo dia, quase o dia inteiro. Ver pessoas morrerem, se ver egoísta por não tentar salvar com medo de colocar suas conquistas em jogo, depois perder o lar pro mar, porque você jamais o entende completamente, construir outro. Pouca ajuda em volta, os outros também estão com medo de perder suas conquistas, mas todos tentando ao máximo ser pessoas melhores.

Não há felicidade. Há aprendizado, luta, busca de sentido e as leis de não se matar e de repassar todo o conhecimento aos outros seres que precisarem. Talvez essa venha a ser toda a vida e se você é um humano que precisa ver utilidade, invente uma utilidade. Se vc precisa da sensação de ser amado, invente quem te ama. Se vc precisa acreditar que a vida é de prazer, invente prazeres. Mas, por favor, não converse comigo como se não estivéssemos correndo risco de vida e fazendo algo que na verdade não sabemos bem o que é nem para que serve.

Depois que vc mergulha no que vê em volta e racionaliza o que vê em volta e compara com o que você vê dentro de você e em suas ações, é possível que aconteça um rasgo em seus nervos. Com o tempo a dor vai diminuindo, diminuindo, diminuindo e dá pra entender melhor que você não é uma vítima, você está apenas fazendo seu papel na arena, assim como os leões também estão. E é isso, suas horas seguem sem qualquer parcialidade, sem qualquer noção de justiça e, na verdade, com bem pouco sofrimento e quase constante satisfação sem grandes felicidades, mas com a sensação de ter um papel claro, ser um personagem redondo dentro de sua própria narrativa, que você precisou criar para se manter, e que você tende a acreditar que é a narrativa única, de todos, que chamam de "vida".

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ando com problemas de concentração. Não consigo ficar muito tempo fazendo certas coisas, principalmente ler e escrever (chego a estar rebelde pra escrever). Na verdade queria passar a mensagem apenas através de imagens ou de palavras soltas. Ultimamente as únicas coisas que me prendem por mais de 10 minutos são: jogar futebol, trabalhar com fotografia e a aula de psicologia da educação.

Por isso deixei um pouco de postar aqui no A Lot. Na verdade nem foi por falta de vontade, mas achei nada a ver colocar coisas muito soltas... ou não... enfim...

Mas o motivo do post é falar sobre créditos de filmes. Adoro créditos e acho que são um detalhe especial dos filmes (e sou dessas que ficam até o fim mesmo das letrinhas subindo - foi assim que descobri que Up! foi baseado em pessoas reais). Mas não vou falar mais. Deixo isso para meu amigo que teve a ideia de fazer uma série de posts sobre 'grandes créditos do cinema' em seu blog e vale a pena ler.

E quero deixar um pedido pra ele: fala de Wall-E!!! =)

sábado, 26 de setembro de 2009

Trilha sonora de setembro

Músicas que têm surgido na minha cabeça todo dia e que eu não vejo como cantarolar no trabalho por serem muito "despadronizadas" e que eu morro de vontade de dançar pulando.

1 - Balkan Beat Box - "Bulgarian Chicks"

Música "árabe" eletrônica com pintas de "world music" meio Gogol Bordello meio Glória Perez


(essa versão tem uma introdução rap techno árabe de 1:56)


2 - Not Squares - "Asylum"

Música eletrônica rock acústica com vocal festivo tipo "oh-oh-oh-oh" com tom heavymetalizado




Tudo ótimo e, apesar de antigo, bem hype, bi. Mas no momento eu tô mesmo é ouvindo a farofa sem complemento do 2 brothers on the 4th floor com seu emocionado e histericamente tolerante "Never alone". A vida como ela é.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Minha Hortinha

Início de tudo: 18 de setembro de 2009. Chico também nasceu em setembro. De 2007.



A HORTINHA


Vista frontal da hortinha pegando sol na janela.



Pedacinho do orégano, salsinha crespa, boldo e pedacinho da melissa.


Majericão gigante e orégano.


Melissa



Boldo


Salsa crespa


Orégano


Manjericão gigante


Vista lateral da hortinha pegando sol na janela.

sábado, 19 de setembro de 2009

Todo biólogo sabe que

Darwin te ama.

ps.: Oi meu nome é Juliana e estou viciada.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vício novo

Descobri por acaso essa página chamada Dúvida Razoável e viciei. A página-mãe é bacana, tem várias colunas, mas acho que essa é a melhor delas. O cara (um tal Kentaro Mori) escreve muito bem analisando assuntos nas mais diversas áreas, como física, matemática, biologia, psicologia, parapsicologia, levitação, ilusões de ótica, etc. Ah, tem ums série de três artigos sobre histeria coletiva que é muito massa, chamam "Todo mundo em pânico".

Além disso, esse vídeo (que achei em um dos artigos sobre ilusões de ótica) é muito bacana:

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Lista


Fui ver Up! e fiquei maravilhada. Primeiro porque o filme é um filmaço mesmo (levando-se em conta todos os aspectos técnicos) e depois porque vi em 3D (agora só quero ver desenho em 3D). Além das lágrimas terem escorrido por conta da história que mexe comigo, há sacadas sensacionais que me fizeram rir sozinha pela rua.

Mas depois, comentando com amigos, percebi que, apesar de achar Up! o melhor filme da Pixar/Disney, não é o meu favorito. Comecei a fazer uma lista mentalmente e então resolvi postar, já que tem tempo que não fazemos listas, né?

Então aqui está minha lista dos filmes da Disney (e Pixar):

1- O Rei leão

2- Procurando Nemo

3- A Bela e a Fera

4- Monstros S.A.

5- Up!

6- Toy Story 2

7- Fantasia 2000

8- Mulan

9- Os Incríveis

10- O Corcunda de Notre Dame

ps: não vi Ratatouille.

=)

sábado, 12 de setembro de 2009

Aproveitando a insônia...


para divulgar a exposição que começa dia 14/09 na UERJ - Centro Cultural. eu tô lá! =)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CONTA COMIGO - Para Cindy ler

Mandei um e-mail, mas acho que ela não leu. Então coloco aqui porque quero que todos os citados leiam.

Aos três anos, minha melhor amiga era a Fabrícia. Tão amiga que transmiti catapora para ela e ela continuou brincando comigo e chorou quando eu me mudei.

Aos oito anos, a Ignez não me emprestou um apontador. Fiquei com raiva dela e ela se tornou minha melhor amiga. Exploramos castelos abandonados, casas mal assombradas, elevadores e cachoeiras. Não que nos preocupássemos com isso, mas éramos as melhores alunas da turma, nossas notas eram parecidas.

Quando eu era católica e freqüentava o grupo jovem, meu amigo Wellesson me escrevia cartas mesmo estando ao meu lado. Foi ele que me ensinou que amigo se abraça e, quando viaja, fica pensando no outro e, mesmo quando a amiga sai da Igreja, continua amando e conversando no portão durante horas.

No segundo grau, fiquei amiga daquele menino que sempre foi da minha turma e que pegava o ônibus escolar comigo e daquela menina que nunca foi da minha turma mas que eu sempre via na hora do recreio e cuja irmã era da turma da minha irmã. Cindy e Mauro me fizeram verbalizar meu não preconceito e amadureceram em mim a idéia de que sexualidade alheia não deve ser especulada, mesmo o Mauro tendo me contado a múltipla escolha sexual em uma folha de fichário. Aliás, o Mauro me fez gastar folhas de fichário mais com conversas durante as aulas que com as matérias escolares. Em 1995, inventamos o chat. Nessa época, eu formava dupla também com a Andreza. Por ela, encarei uma cerimônia longa e cheia de coreografias genuflexórias na Seicho-no-ie. Nossos papos existencialistas ainda não foram concluídos até hoje.

Aos dezessete, vivi o suspense do fim do segundo grau. Deparei-me com a possibilidade de não conviver mais tanto com amigos que, em sua maioria, acompanhavam-me desde os seis anos. Passei para a faculdade de Letras, continuei estudando com dois desses amigos da escola e relutei muito para fazer novas amizades. E a Cindy e o Mauro nem eram da minha turma, econtrávamo-nos nos intervalos das aulas e na volta para casa. Mesmo assim, eu não queria fazer amizade com outras pessoas.

No segundo período, tive que me render à amizade com as meninas da minha turma. Mérito delas, porque eu era esquiva e quase não parava para conversar. No máximo, trocava informações sobre as aulas.

Mas foram essas meninas aí que tornaram minha vida naqueles anos a melhor possível.

Descobri com elas que a fofurice pode até rimar com babaquice, mas as duas estão longe de serem sinônimos uma da outra. Descobri também que é possível e necessário dizer "eu te amo" para amigos e abraçá-los até o peito doer. Patrícia me fez descobrir o sentimento que faz alguém fugir de casa e procurar ajuda na casa de um amigo - que acolhe, alimenta e ainda paga entrada pro Rio Water Planet e o lanche lá. Margot me mostrou como pode ser digno dançar axé e beber malzbier depois de um semestre do caralho e como um bracinho torto pode conter um dos abraços mais gostosos dessa vida. Michele, sempre desprendida materialmente das coisas, ensinou que, quando você ama, você empresta até sua bolsa Victor Hugo. Lígia comprovou que você acaba se mantendo numa faculdade que não abrange suas expectativas só por uns momentos no trailler do Abel com essas meninas. Julinha me fez entender, mesmo passando para Direito na UERJ, o porquê de se despencar até a Abolição para comer batata frita com as mãos e de sentir falta do cheiro de quem se ama. Descobri por que um bando de mulheres falando alto e ao mesmo tempo é uma delícia.

Minhas amigas "patricinhas" (como eu as chamava antes de conhecê-las) ficaram até hoje aqui dentro e ficarão até aqui dentro ir lá para fora e se misturar com tudo no mundo.

Quando era professora, voltava para casa com Quedma. Quedma me ensinou que viver é tão necessário que nem uma cirurgia de vesícula pode impedir alguém de ir à Festa do Tomate em Paty do Alferes.

Entrando em uma farmácia, conheci Barbara e Julia, que moram na Alemanha e poucas vezes vêm ao Brasil. Com elas, aprendi que amigos podem até não falar a mesma língua, mas sempre se entendem, memso com culturas tão distintas. Hoje posso dizer que tenho família na Alemanha. Quatro lares - não apenas casas -, no mínimo, para ficar.

Aos vinte e oito, com Saturno prestes a retornar, entrei para a Faculdade de Direção Teatral. Apaixonei-me à primeira vista por Nina e Pedro e desenvolvi síndrome de Estocolmo por meus veteranos. Mentira, eu fui pior com eles que eles comigo. Descobri em Ticiano um pedaço da minha alma que vagava por aí e consegui juntar as partes. Adotei Sara e me deparei com o fato de que nem todo africano é negro. Sonhei carnavais com Herzog. Com Amanda, repeti metaforicamente a cena do apontador e senti a perda física de um amigo. Sentei num banquinho e chorei com Tomás. Olhei em silêncio para Daniel Archangelo e ele me entendeu.

De lugar nenhum e de todos, surgiu Rafuda. Fui veterana dele na Letras mas nunca o vi lá. Ele foi meu veterano na Direção Teatral e se formou um ano antes de eu entrar. Não sei o porquê e nem como essa amizade surgiu. Acho que foi um dos raros casos em meu histórico de amizades que começou com boa vontade mútua. Dividimos cafés e assuntos que abrangem desde infância na década de 80 até rumos e rumores teatrais na faculdade, no mundo e em nossas cabeças. Rafuda me ensinou a ser diva.

Aos trinta, estou escrevendo aqui. Todos os nomes aqui são verdadeiros, são pessoas que existem. E todos são meus melhores amigos até hoje. Meu pai sempre me dizia duas frases sobre amigos: "amigo é só o tempo que diz" e "amigo verdadeiro é aquele que não chama você só para beber, chama para comer também". Todos os amigos cujos nomes estão aqui já me chamaram para comer. Não necessariamente me deram alimento para o corpo (muitos sim!) mas se preocuparam em não deixar minha alma morrer de inanição.

Não tive amigos por fases da vida, fui acrescentado todos, pouco a pouco, aqui dentro. Fico um tempão sem vê-los e, quando nos encontramos, nunca há intervalo de tempo, não somos os mesmos, porque somos espertos e mudamos conforme a vida, mas nossa amizade é a mesma. Mesmo não compartilhando das mesmas atividades, sempre temos assuntos e eu nem me pergunto por que é que não nos vemos mais vezes porque sei que não precisamos nos fazer lembrar para o outro. Mesmo Amanda, que se foi há um mês e meio, é presença inabalável.

Não sou uma pessoa fácil de se conquistar. Trato todos bem e com carinho e me interesso por conhecer qualquer ser que habite este mundo, mas me fazer saber ser amiga e ter amigos é difícil. Essas pessoas aí de cima certamente possuem a tal da luz na testa.

Com todos, ganhei novas família, novos pais, novos irmãos. Com todos, encontro motivos para não me tornar atéia e ainda acreditar na humanidade. Todos fazem aparecer em mim meu melhor lado. Sou, por causa de todos, isso aqui. Meu café, minha comida, minhas gargalhadas, minhas lágrimas, meus braços, meus seios, meu ombro, minhas pernas, minhas mãos, minhas citações, meu olhar, meus lábios, meus ouvidos! Tudo aos meus amigos! Amo vocês assim, oh! Bem forte e para sempre! Amém!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Das coisas que valem a pena

PÂNICO NA TV - Marília Gabi Gabriherpes entrevistando Marília Gabriela

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

boa sexta para todas (os)

Ok, mais uma música... mas não resisti! =)

domingo, 9 de agosto de 2009

Hors-concours – Gal versus Brasil



Achei esse vídeo e nunca mais deixei nem deixarei de mostrá-lo para o mundo.

É o seguinte, Gal parece afogada Prozac, Propofol, quiçá Demerol. Com um sorriso calmo, de quem compreende, entra no palco com um cabelo que Reginaldo Rossi viria a imitar. Cheia de espelhos na roupa, mal se move no palco, mas sorri e sorri e sorri tomando uma chuva de confetes e serpentinas que o público taca nela. Não é que o público jogue um pouquinho para festejar e tal, o público parece ter alguns espíritos porcinos que TACAM os troços na cara da mulher. Sabe aqueles tufos de serpentina que vão se amontoando nos cantinhos dos bailes de carnaval? Pois nitidamente é isso que tacam na Gal. Que continua sorrindo num super astral... Justamente por não parar de sorrir, acaba comendo alguns confetes que tacam nela e, discretamente, no meio da música, ela vai tirando uns da língua.

Aí a câmera corta para uma cena mais importante: uma bicha animada em cima do parapeito dança tão entregue que não percebe que está chutando o coleguinha. O câmera, sensível, nos apresenta a calada indignação deste coleguinha.

Então a câmera volta pra Gal, que tem Jesus como baixista, sendo zoada pelo público. Até que, de repente, vem a vingança da artista: ela dá um grito tão-tão forte no ouvido de um cara da plateia que ele cai (2:19)! Juro! E aí me dei conta da preciosidade deste vídeo... :D

Depois disso, ela continua dançandinha e sendo avacalhada pela galera, recebe um caboclo, fica toda escrotizada de serpentina e até uma Xena aparece, mas a vitória é da maluca.

Um épico imperdível!

Melhores mulheres malucas de hoje


Por favor, reparem nas caras na plateia...



Por favor...



"Sou a Teresinha Uó..." (Letícia Ferés)





"O sutil descontrole..." (ibidem)

sábado, 8 de agosto de 2009

Esse site e' engracado

http://dontjudgemyhair.com/

E meu teclado nao poe cedilhas nem acentos. Desculpem, e' a reforma ortografica...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

=)