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quarta-feira, 12 de novembro de 2008


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Saio da minha quietude para desabafar


São 33 anos de esporte. Me alimento da adrenalina dos jogos, dos lances bonitos, dos bizarros, da garra, da superação, da justiça, do roubo do juiz, das táticas, das provocações, das injustiças.

Já vi muita coisa nesses 33 anos, pois acompanho ao vivo os jogos, principalmente vôlei (desde Lufkin e Supergasbrás) e futebol (desde sempre). As histórias a contar são muitas.

Nesse tempo todo, eu, que sou dramática e vivo mesmo o momento, já berrei, xinguei, quebrei coisas, soquei paredes, pus bandeira na janela, fui esmagada na entrada do Maracanã várias vezes numa boa, perdi aula, fugi do trabalho (fiz isso nas olimpíadas passadas quando disse que ia ao banheiro e fui ver a Daiane), briguei com pessoas, pulei feito criança em comemorações, abracei quem não conhecia... mas nunca havia chorado até hoje.

É, hoje eu chorei pela primeira vez por causa de um jogo.

Na verdade, o choro não foi exatamente por causa da derrota das meninas do futebol da forma como foi, injusta. Injustiça no futebol é o que mais tem. Nem sempre vence o melhor e talvez por isso eu goste tanto, já que a emoção é maior.

O resultado da final foi injusto até certo ponto. O Brasil joga um futebol mais bonito, ok, mas isso não quer dizer que seja o melhor. Desde o primeiro jogo falo sobre os problemas técnicos da seleção e hoje vi mais um problema: o preparo físico. O Brasil jogou melhor? Não sei, sinceramente. Os EUA foram perfeitos. Deixaram o Brasil correr. No final do primeiro tempo as brasileiras já estavam sem pernas. Mas, as americanas são cruéis. No segundo tempo continuaram deixando as brasileiras correrem. Que maldade. Já no início desta etapa perdemos Daniela que não conseguia ficar em pé. As outras tiveram que ficar em campo, mas não tinham mais condições. O Brasil passou a jogar no bumba-meu-boi.

De qualquer forma o placar não foi justo. Mas, enfim, são coisas do futebol.

Voltando ao choro... não choro pelo resultado injusto. Não choro por pena. Não passo a mão na cabeça delas, porque o Brasil tem muito que melhorar. Tenho MUITAS críticas ao esporte brasileiro e não e não seria diferente com o futebol. A prata não é boa.

Chorei por causa das meninas. Guerreiras como ninguém, mulheres que tiveram a coragem de enfrentar muitas dificuldades pelo amor ao futebol, preconceito da família, de amigos, falta de incentivo, sem apoio financeiro decente, gozações do próprio povo. Quem nunca ouviu uma piadinha em jogo de mulheres?

Chorei porque passei por isso. Eu jogava futebol quando era criança e adolescente. Os meninos com quem jogava me adoravam, mas já sentia preconceito dos adultos. Quantas vezes ouvi que não era coisa de menina. Eu nem ligava, mas depois de uma certa idade o preconceito só ficou pior e eu não tive coragem para enfrentar.

Choro porque elas precisavam da medalha de ouro. Não para “mostrar para o Brasil” ou “mostrar para os homens como se joga” ou “mostrar para a CBF e clubes que precisam de apoio”. As mulheres não precisam mostrar para os homens como se joga. Isso não existe. E o Brasil precisa de apoio JUSTAMENTE porque falta a técnica e a preparação que países mais desenvolvidos têm.

Elas mereciam e precisavam do ouro para saberem elas mesmas que PODEM GANHAR. Que são as melhores. E para não ficarem perguntando aos céus, com lágrimas nos olhos: “Meu Deus, o que eu fiz de errado?”.

Não fez nada de errado, Marta.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Nesta quarta


Vamos lá, galera. Todo mundo acordando 6 da manhã na quarta-feira. Motivo: torcer MUITO pra seleção feminina de futebol que já pega logo de cara a bicampeã mundial, a Alemanha.

Por um lado é bom, pois já temos que entrar com concentração total logo no primeiro jogo, uma final antecipada. Por outro, se vencermos, podemos relaxar, o que não é nada bom.

Não tenho dúvidas de que a Marta terá marcação mais do que especial, como foi na final do mundial, no ano passado, em que ela não conseguiu jogar. Mas o Brasil conta com ótimas jogadoras que devem chamar o jogo caso a Marta seja novamente anulada.

De qualquer forma, nada interessa... é Brasil x Alemanha; Talento x Força; Intensidade x Frieza.

=D

domingo, 4 de maio de 2008

Gente e o Ronaldinho, hein? Foi o cabelo, eu acho.

Aliás, alguém aqui vê Beleza Pura? Qual é a estória da Raquele com o pedreiro rico? E qual a estória da mãe da Raquele com o Juba? E que estória e essa de Carcará, meudeus? Peguei o bonde andando e também que eu confundo um pouco com a novela outra lá do Ferracio... Ferraço. Ferrucio. Enfim.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

VIVA!

Copa do Mundo de 1950.


Time do Brasil:


Em pé: Barbosa. Augusto. Danilo. Juvenal. Bauer e Bigode.


Agachados: Jonhson. Friaça. Zizinho. Ademir. Jair. Chico e Mario Americo.


O Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014. Que beleza! Quanta alegria, não!? Todos nós esperávamos por esse momento ansiosamente desde 1950, quando em silêncio, engolimos a seco uma derrota de 2x1 para o Uruguai. Viva!


Já posso até imaginar os ânimos exaltados da galera ensandecida gritando pelas ruas: Brassssiiiiillll!!! Das filas quilométricas de torcedores canarinhos em volta do Maracanã. Das criancinhas colorindo as ruas das cidades de verdeamreloazulebranco. Posso até sentir a voz rouca do Galvão Bueno cutucar o meu cangote com aquele grito clássico: é é é é do Braaaaaaasillll!!! Em meio às cornetas globais, flash's de alegria do povo brasileiro. O mesmo povo estará feliz como nunca em 2014. Viva!

Nada será mais comentado no mundo, que não o futebol brasileiro. Nada, mas nada mesmo será mais falado e prestigiado que o Brasil (o país do futebol). Nada estará mais na moda que o modo de vida brasileiro (!!!). Viva!


Festas pré e pós-copa do mundo, badalação forte na noite do Rio e das outras 11 cidades-sede. Muita cerveja, muita comida, muitos novos fenômenos, muita loira ficando famosa por conta dos novos fenômenos. Muita segurança nas ruas, helicópteros, o tráfico reduzido nas favelas, os governadores e prefeitos em perfeita harmonia. Viva!


Muita alegria de se ver no rosto estampado desse povo brasileiro, que sofre – com a vidinha medíocre que leva de segunda a segunda - mas que, como ninguém, sabe reconhecer o valor de uma comemoração, ou festa popular e se divertir a valer (adoro essa expressão) com tudo isso. É claro que ele sabe também, que isso é passageiro. Por isso mesmo, tamanha euforia, alegria e hipocrisia. Viva!